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quarta-feira, 22 de julho de 2015

Por que deixamos tudo para segunda-feira?


Jornalista faz analogia entre o velho hábito de deixar a academia para segunda e o adiamento da entrega daquele relatório complicado no trabalho.

Prometer começar a dieta e voltar para a academia na segunda-feira é sempre fácil. A gente se sente bem, pois tomou uma resolução, com o bônus de sentir que não precisa correr para colocar aquilo em prática na hora mesmo – dá até para relaxar e pedir uma bela sobremesa, pois você sabe que na segunda, vai entrar na linha.

Este mecanismo tem um nome: procrastinação. E é o mesmo funcionamento de quando você adia começar a escrever aquele relatório chato no trabalho. A origem deste problema é neurológica: nosso cérebro tende a perceber melhor a felicidade que você vai sentir se comprar uma blusa agora, do que a satisfação imaginada de conseguir, no futuro, juntar um dinheiro para realizar algum sonho. Ou seja: você só sente estímulo para priorizar o presente e deixar o futuro para depois.

O problema disto é que o que você deixa para depois, acaba que não consegue fazer nunca. A academia ou aquele relatório acabam ficando para a segunda-feira seguinte.

Se você acha que procrastinação não tem nada a ver com a sua vida financeira, vale se perguntar por que você ainda não começou a fazer um controle maior dos seus gastos, ou sempre cai na tentação de comprar algo que você não precisa e deixa a vontade de começar a poupar para depois.

O problema é que não existe uma hora mágica para começar a poupar (ou a malhar, ou a comer melhor): o momento certo é agora. Não adianta falar que este mês foi atípico porque você precisou gastar rios de dinheiro com um presente de aniversário do marido, ou para pagar o conserto da geladeira que estava fora da garantia. Afinal, todos os meses são atípicos, sempre temos imprevistos (bons ou ruins) acontecendo nas nossas vidas.

O que não dá é não começar a controlar melhor suas contas e não começar a juntar dinheiro por pura procrastinação. Se a melhor hora é agora, aproveite para começar. Faça uma geral nos seus gastos, veja onde dá para enxugar e comece já a construir um patrimônio. O seu futuro agradece!


Fonte: *Carolina Ruhman Sandler é a fundadora do Finanças Femininas.

Texto extraído do: CRCSP ONLINE
 Informativo Semanal Online – 25 de junho de 2015 – Ano 07 – Nº 333

terça-feira, 22 de abril de 2014

Economia em família



Como o planejamento em casa pode aproximá-lo, a cada dia, de seus sonhos.

Planejamento financeiro familiar é um processo de aprendizado e conhecimento sobre os desejos e possibilidades de cada pessoa. É uma prática que precisa ser seguida para a boa administração da renda familiar. Isso resulta na clareza sobre as despesas, investimentos, patrimônio, dívidas (se for o caso) e sonhos a realizar. O primeiro passo é desenhar os objetivos da família sobre seus desafios nos próximos anos. A partir daí, é preciso saber onde se quer chegar e envolver toda a família nessa missão. Isso faz com que todos se tornem responsáveis e importantes. Afirmo, pois ao longo da vida tive exemplos clássicos de famílias que deixam claros seus objetivos familiares e as crianças embarcam nos sonhos e ajudam a torná-los realidade, mas todos, sem exceção, devem estar engajados mês a mês.
Para isso, vale listar todas as despesas da casa, pois isso é importante para que o processo de planejamento tenha início. Todos os gastos devem ser considerados como despesa, a não ser, obviamente, aquele que seja direcionado a alguma conta de investimento que a família já possua. Para que o processo se inicie, instruo que comece com alguns itens que compõem um planejamento básico inicial. Assim, ficará mais fácil visualizar e possivelmente se lembrar das despesas que entram dentro de cada um dos itens. São eles:
Sobrevivência
Aqui entram as despesas básicas, tais como moradia (aluguel, IPTU,condomínio), supermercado, água, luz e vestuário.
Educação
Despesas com mensalidade escolar, faculdade, material escolar, projeção de passeios pedagógicos das crianças, livros, cursos, enfim, tudo que esteja diretamente ligado à formação integral da família.
Gastos do dia a dia
Despesas com automóvel, transporte, presentes, cantina da escola, cafezinhos na padaria, idas ao cabeleireiro, telefonia fixa/móvel, passeios aos finais de semana, roupas e sapatos, pagamento de parcela de consórcio,  seguro saúde privativo, entre outros. Normalmente nesta parte da planilha é onde se concentram os maiores excessos com o dinheiro e onde o “ralo” pelo qual o dinheiro está escoando aparece. É bom que todos tenham olhos atentos e vejam onde cada um pode ajudar a economizar de verdade.
Contas de Investimentos
Nesta parte da planilha temos a parte do dinheiro trabalhando para a família para que possam realizar, no médio e longo prazo,  sonhos maiores e para casos de emergência. É importante lembrar que investimento é tudo aquilo que lhe traz mais dinheiro. Se a sua compra não lhe trouxer nada de lucro, então não é investimento e sim a aquisição de um desejo pessoal.
Obviamente, dentro de cada item é possível nomear os locais onde o dinheiro foi gasto com os respectivos valores. Assim, será possível visualizar onde está o “ralo” da planilha. Feito isto é hora de sentar e ver o “quadro pronto”. Normalmente, ao visualizarem suas planilhas, as famílias se dão conta que exageram em alguns itens da parte de “gastos do dia a dia” com supérfluos. Deverão, então, conversar sobre seus objetivos maiores e começar a traçar metas mínimas e máximas de consumo e se empenhar ao máximo para a nova planilha fazer valer o esforço. A aprendizagem perdurará para sempre na vida dos membros da família, já que todos se sentirão úteis ao poderem colaborar para o sucesso financeiro familiar. A família que planeja unida passa a entender que o sucesso financeiro vem quando aprendem a administrar o dinheiro e utilizá-lo com inteligência.
Silvia Alambert
Fonte: http://www.revistaestilofashion.com.br/economia-em-familia/

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

As armadilhas do autoengano


As armadilhas do autoengano

Começo esse artigo com uma frase deBlack Elk“é na escuridão de seus olhos que os homens se perdem”. Ela consegue definir um estado que todos nós vivenciamos muitas vezes em nossa vida. Falo do autoengano, da negação de fatos e também da simples falta de consciência da realidade. Esse estado exagerado de autoengano compromete demais a vida pessoal e profissional dos indivíduos.
Essa questão intrigante permeia nosso cotidiano e acaba minando nossas capacidades e comprometendo nossos relacionamentos. O fato é que, na maioria das vezes, não nos damos conta que a culpa é nossa e que somente nós podemos reverter situações ruins. O autoengano costuma ficar evidente quando colocamos a culpa de nossos problemas nos outros ou temos um olhar crítico em relação aos comportamentos alheios, sempre achando que nós somos melhores!
Alguns exemplos comuns seriam:
  • Agimos como aquela criança que ao correr tropeça na cadeira, cai e fala que a culpa é da cadeira que estava no lugar errado! “Mas eu estava me divertindo e a cadeira apareceu de repente…” justifica choramingando o pequeno para a mãe.A mãe que diz que os amigos levaram seu filho “para o mau caminho”;
  • A namorada que, ao ser traída, justifica a situação colocando a culpa na outra mulher;
  • O paciente que não acredita ser portador de alguma patologia;
  • O funcionário que não aceita que precisa se aprimorar;
  • O cidadão que se recusa a admitir que é o grande culpado pelo seu alto grau de endividamento.
Vamos confessar que várias vezes somos como essa criança e culpamos o mundo pelo nosso fracasso, intolerância e descontentamentos. Esse tipo de comportamento acaba piorando o problema e nos torna reféns do próprio modo de pensar, pois não somos capazes de ver além do problema ou insatisfação. Essa cegueira ou o autoengano provoca uma relação interessante:
O perigo do Autoengano!
O esquema nos mostra o ciclo improdutivo em que acabamos entrando por conseqüência do autoengano. Funciona mais ou menos assim: tenho um problema e, por conta da minha “cegueira”, acabo enxergando causas irreais e partindo para soluções inadequadas, e com isso agravo ainda mais minha situação inicial.
O autoengano é um recurso de autodefesa (e necessário em alguns casos) que surge todas as vezes que nos sentimos ameaçados, decepcionados ou nos deparamos com algumas verdades inconvenientes. Seria uma maneira de retardar o amadurecimento e ter que se posicionar frente às situações, como argumenta o psicólogo Armando Correa S. Neto:
“Enquanto a responsabilidade não recair sobre si mesmo, a infantilidade permanecerá disfarçada de azar”
Quando começamos a nos enxergar de verdade, quando mesmo que dolorido assumimos nossas dificuldades, nosso “padrão de autoengano“ muda. Conseguimos perceber a situação real e passamos a agir com coerência. Difícil? Um pouco, mas vale a pena tentar.
Comece a ver você como protagonista de sua história e não como vítima dela. Não tente ser perfeito, mas procure fazer o melhor possível. Sua vida pode ficar melhor a partir dos detalhes! Para saber mais e aprofundar suas reflexões, indico o livro “Auto-Engano”(Companhia de Bolso) de Eduardo Giannetti da Fonseca.
Crédito da foto para stock.xchng.
Bernadette Vilhena 

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

As 6 maiores bobagens que você faz com o dinheiro antes dos 30 anos

Que atire a primeira pedra quem disser que nunca fez alguma boa besteira com dinheiro antes dos 30 anos. Assim como na vida pessoal, a inexperiência e a ansiedade típicas dessa fase da juventude acabam resultando em muitos equívocos também na vida financeira. A seguir estão listados alguns dos principais erros que cometemos antes dos 30: desde poupar demais e viver de menos até levar a vida sem fazer nenhum planejamento. Confira e veja as dicas dos especialistas sobre como evitar que estes deslizes acabem acontecendo também com você.

1 Viver "a Deus dará", sem fazer nenhum planejamento

São raros os especialistas que não colocam o planejamento financeiro como o primeiro passo para qualquer pessoa que deseja colocar sua vida nos trilhos. Fazer planos e registrá-los é o que leva os sonhos a saírem do campo das ideias e ganhar corpo. Mas muitos jovens pecam neste ponto.

“O jovem no Brasil vive o hoje, não se preocupa muito em planejar o futuro, em fazer uma poupança, em pensar na aposentadoria. Ele de repente precisa de um apartamento, ou de dinheiro para uma viagem, e só aí começa a fazer um planejamento de longo prazo”, comenta Nicola Tingas, economista-chefe da Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).

Ao não planejar o futuro e não formar uma reserva financeira, o jovem fica sujeito a lidar com apertos financeiros da pior forma e pode começar sua vida adulta já endividado. Além disso, ao não estabelecer alguns projetos financeiros, o dinheiro é usado de forma dispersa e não é aproveitado em todo seu potencial. “Quando jovens, nós reagimos muito mais em vez de antecipar o que vai acontecer. Aí fica difícil realizar nossos objetivos”, avalia Conrado Navarro, consultor financeiro e autor do Blog Dinheirama.

2 Comprometer a renda com financiamentos e não ter flexibilidade no orçamento

Um reflexo da falta de planejamento é o comprometimento de boa parte da renda comdívidas. É o que acontece, por exemplo, quando a pessoa não se planeja para poupar dinheiro para comprar um carro ou um imóvel e acaba entrando em um financiamento que congela mais de 30% da sua renda.

Para Nicola Tingas, comprometer a renda com um apartamento no início da carreira pode não fazer sentido por dois motivos. O primeiro é que no começo da carreira o salário costuma ser menor do que quando a pessoa está mais velha e pode absorver melhor as parcelas, sem se sacrificar tanto. E o segundo e mais importante é que o jovem deixa de ter mobilidade no seu orçamento.

“O jovem precisa ter um fluxo de caixa livre para aproveitar as oportunidades e para que sua renda tenha um efeito multiplicador. Se eu sou jovem, eu ainda não tenho nada, eu quero viajar, quero investir na carreira, em cursos, línguas e quero atender a uma cesta de desejos de consumo muito maior do que alguém na meia-idade. Se o jovem se compromete e surge uma oportunidade de fazer uma pós no exterior, ou de uma mudança de cidade por causa de um emprego, ele precisa recusar porque já está pagando um apartamento”, afirma Tingas.

Segundo ele, nessa fase pode ser mais vantajoso para o jovem pagar um aluguel e adiar a compra do apartamento não só para que ele aproveite ao máximo suas oportunidades de vida e de carreira, mas também para amadurecer a compra do apartamento, poupando parte do dinheiro para dar uma entrada maior e arcar com parcelas menos pesadas depois. Ainda que alguns argumentem que aluguel é dinheiro jogado no lixo, tendo um caixa livre para investir na sua formação, o jovem pode ganhar muito mais no futuro com o seu desenvolvimento pessoal, do que com o investimento no imóvel.

Mas, vale ressaltar também que, se comprar um imóvel é uma prioridade para o jovem ou se sua renda permite fazer um financiamento sem se comprometer muito, esse desejo é legítimo. A recomendação de Tingas é simplesmente avaliar com cuidado que tipo de uso do dinheiro faz mais sentido para você.

3 Pensar que encontrar a melhor aplicação financeira é o único caminho para o enriquecimento

Não é raro que antes dos 30 anos os investimentos pessoais sejam vistos como uma das maneiras mais eficazes de ganhar dinheiro. Mas quem tem mais experiência reconhece que o investimento na carreira e na formação pessoal pode trazer um retorno muito maior do que o rendimento de uma aplicação financeira.

“É preciso avaliar o custo de oportunidade. O custo de oportunidade de 5 mil reais poupados em um ano pode ser pior do que o custo de oportunidade de usar 5 mil reais em uma viagem a um país que faça a pessoa aprimorar sua fluência em inglês e ligar sua cabeça para ideias novas”, comenta Nicola Tingas.

Também é importante ressaltar que de nada adianta se concentrar em encontrar uma aplicação muito rentável se você não poupar o suficiente para fazer aportes regulares. Isso fica muito evidente no cenário atual, com o baixo rendimento dos investimentos em renda fixa e com a Bolsa em crise.

"O mais importante não é saber onde investir, ou em qual momento, mas investir sempre. O jovem pode começar de forma simples, tirando o dinheiro da conta corrente e colocando-o na poupança. Depois de aprender a importância de poupar e montar seu bolo de recursos, chega a hora de aprender a acelerar o capital", opina Navarro.

4 Elevar o padrão de vida de maneira significativa repentinamente

Outro erro comum antes dos 30 anos é a elevação do padrão de vida de forma brusca e exagerada. “É muito comum hoje que um jovem que ganha muito bem, como um engenheiro ou um advogado, queira nos primeiros anos de emprego levar um padrão de vida muito diferente do que vivia antes, comprando apartamento, carro e uma série de coisas em um curto período de tempo”, afirma Conrado Navarro.

Segundo ele, por mais que o salário comporte esse padrão mais elevado, ao aumentar os gastos significativamente de uma hora para outra, o jovem ignora o que pode acontecer em seguida. “Quando o jovem cria um padrão de vida muito alto, ele eleva seu status a uma condição que pode ficar insustentável. Ao passar por um momento de frustração ou precisar adequar o orçamento, seja porque ele vai casar, ter filho, ou porque precisa mudar de emprego, ele pode não conseguir, e isso pode ser perigoso”, completa Navarro.

5 Querer chegar ao primeiro milhão aos 30, sem ter motivo para isso

“Querer juntar um milhão de reais até os 30 anos não representa um problema, mas qual é a finalidade desse milhão? O mais importante não é juntar, mas sim juntar para um grande objetivo de vida, como a compra de um apartamento de um milhão de reais”, comenta Tingas.

Para ele, sem um destino definido para a acumulação do dinheiro, o processo não faz sentido, e o jovem perde mais facilmente o foco dessa conquista. “Se a razão for simplesmente aumentar o status, provar que é capaz, por alguma questão afetiva, ter um milhão de reais talvez seja desperdício”, diz Tingas. Em vez de poupar por poupar, o valor que foi arduamente acumulado poderia ter sido investido em projetos que fizessem mais sentido.

Ele aprofunda o assunto citando o poema "Viagem à Ítaca", do poeta grego Konstantinos Kavafis. De maneira resumida, no poema, Kavafis diz a Ulisses, do clássico Odisséia, de Homero, que aproveite o processo da viagem de volta à Ilha de Ítaca - onde sua esposa o espera depois há mais de uma década - e não apenas a chegada.

“O estudo da filosofia aplicado às finanças mostra que a vida deve ser vivida. Chegar à Ítaca não é o mais importante, a viagem é o mais interessante. Não adianta chegar aos 30 anos com um milhão de reais sem ter aproveitado a vida enquanto o dinheiro era acumulado. O dinheiro tem a propriedade que nós damos a ele”, diz o economista-chefe da Acrefi.

Resumindo, o dinheiro não deve ser um fim, mas um meio. Ele não deve ser o objetivo em si, mas um instrumento que dá liquidez aos projetos de vida e que permite ao jovem aproveitar ao máximo suas experiências.

6 Acreditar em promessas de ganho fácil

Um investimento que renda 100% ao ano, com um aporte inicial baixo e sem riscos. Os mais experientes talvez achem engraçado, mas se uma promessa dessas é feita a um jovem, pode ser que ele ache o negócio muito sério e acredite que tirou a sorte grande.

“Quando nós olhamos esses esquemas de pirâmide, a maioria dos envolvidos são jovens. Quando o jovem vê uma oportunidade de obter um retorno de 300% ao ano em pouco tempo e com pouco esforço, ele se ilude e entra na hora. Mas é simples: se esse negócio é tão interessante, porque nós vemos grandes investidores como o Warren Buffett e o George Soros lutando para ganhar 20% ao ano?”, reflete Conrado Navarro.

Ele acrescenta que a probabilidade de uma pessoa ficar rica em um passe de mágica, sem ganhar na Mega-Sena ou sem ter uma ideia espetacular de empreendedorismo, é praticamente nula, mas ela tem grandes chances de fazer algo errado e perder tudo da noite para o dia.



Quanto antes o jovem aprender que não existe almoço grátis e que o enriquecimento não se dá da noite para o dia, mais rapidamente ele conseguirá focar seus esforços em investimentos e projetos legítimos. E menores serão as chances de que ele se frustre com esquemas mirabolantes.

Fonte: http://osligadosnasnoticias.blogspot.com.br/2013/11/as-6-maiores-bobagens-que-voce-faz-com.html

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Quem nós somos? Onde queremos chegar?

A tirinha da Mafalda nos diz muito sobre as perguntas realizadas no título deste artigo, veja:


Mas por que será que é importante sabermos mais sobre nós? Diz o ditado popular que “se não sabemos para onde queremos ir ou ser, qualquer caminho serve”. Mas quem já não pegou caminhos que nos levasse a lugares que são o oposto do que tínhamos imaginado.

Quem já não ouviu dos pais a clássica pergunta: “O que você quer ser quando crescer?” E o que nossa imaginação criava neste momento? Gente grande com diploma de medico, arquiteto, músico, dono de comercio e por ai afora. Mas, junto destas projeções, surgiam também sonhos de uma casa, carros, filhos, viagens, restaurantes, bons equipamentos eletrônicos, eletrodomésticos, entre outros sonhos.

Notem que nos perguntavam o que você quer “ser” e não o que você quer “ter”. Para os que tinham uma visão clara e objetiva do seu projeto de vida, a imaginação virou realidade. Já os que não tinham… se encaixam direitinho nos quadrinhos da Mafalda.
Mas qual é fórmula para ter claro qual é seu propósito? Saber aonde quer chegar? Algumas dicas são:
  • Tirar todos os sonhos da cabeça ou gaveta e colocá-los no papel;
  • Saber exatamente qual é o teu rendimento líquido;
  • Adotar a norma: primeiro o dinheiro entra, depois sai;
  • Na hora da compra: Eu quero? Eu preciso? Eu posso?;
  • Comprar à vista, com desconto;
  • Planejar as compras do mês;
  • Fazer revisões periódicas do programado;
  • Fazer as reservas necessárias (poupança) e, então, ter paciência e perseverança para obter, com o tempo planejado, o que necessita/deseja;
  • Atenção não só nas grandes contas do mês, mas principalmente, nas pequenas (os cafezinhos, por exemplo), pois são essas que acabam minando os nossos sonhos.
Com certeza, este processo lhe dará uma nova visão sobre o valor do seu tempo de vida e que, estar saudável, bem-sucedido, satisfeito consigo mesmo, significa qualidade no jeito de trabalhar, ter mais tempo ao lado da família e amigos, passear, namorar, meditar, praticar esportes etc.

Bem, quem sabe, com essas reflexões, possamos, ao contrario da Mafalda, relaxarmos diante da TV, desfrutando dos programas que gostamos, por sabermos o que queremos e quem somos nós.

Fonte: http://dinheirama.com/blog/2012/11/01/quem-nos-somos-onde-queremos-chegar/

terça-feira, 23 de abril de 2013

Banco Central eleva Selic para 7,5% e poupança vai render mais





  • 1
Para combater a alta da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (17), subir a taxa básica de juros (Selic) para 7,5% ao ano. A nova taxa registrou um aumento de 0,25%, sendo a primeira vez que os juros sobem desde julho de 2011.
A decisão tomada pelo Copom já era esperada por boa parte dos analistas de mercado e, dessa maneira, há a descontinuação do período de juros na mínima histórica. A baixa dos juros nos últimos meses levou o barateamento do crédito, o que aumentou o consumo das famílias brasileiras.
A taxa de 7,25% era o menor patamar histórico da Selic e estava em vigor desde outubro do ano passado.
A decisão do BC, no entanto, não foi unânime. A divisão ficou entre seis diretores que optaram pela alta de 0,25 ponto percentual e outros dois pela manutenção. O BC divulgou nota após o fim da reunião do Copom justificando a elevação da Selic:
“O Comitê avalia que o nível elevado da inflação e a dispersão de aumentos de preços, entre outros fatores, contribuem para que a inflação mostre resistência e ensejam uma resposta da política monetária. Por outro lado, o Copom pondera que incertezas internas e, principalmente, externas cercam o cenário prospectivo para a inflação e recomendam que a política monetária seja administrada com cautela”
Nas últimas quatro reuniões do Copom, os juros se mantiveram em 7,25%. Anteriormente, a Selic havia registrado uma série de dez reduções seguidas, iniciada em agosto de 2011 quando os juros reduziram em 0,5 ponto percentual. 

Inflação preocupa
Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA acumula alta de 6,59% em 12 meses até março, acima do teto da inflação estabelecida pelo BC para o ano. Os principais “vilões” para a alta da inflação foram os alimentos, diminuindo consideravelmente o poder de compra da população mais pobre.
Com o aumento da taxa Selic, o alvo do BC foi a inflação. A decisão deve induzir a um encarecimento do crédito, o que deve levar as famílias a frearem o consumo. Com menos compras, a tendência é que o preço dos produtos caia. 


Willian Binder 
Graduando em Administração na Uniersidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e estagiário do Dinheirama.

quinta-feira, 15 de novembro de 2012

Educação financeira, as compras de Natal e as festas de fim de ano.

 Vermelho, verde, dourado… Já é possível perceber as mudanças e o movimento das cores nas lojas! Todas muito bem acompanhadas de guirlandas, presépios e o simpático Papai Noel. O bom velhinho já sorri e acena para nós em muitas vitrines, centros de lazer e shopping centers. O Natal está próximo, você já se deu conta disso? Pois é!
Com a sua proximidade, está na hora de falarmos um pouco sobre educação financeira e as compras do final de ano. É importante alertar e relembrar pontos importantes que merecem atenção nessa época. Abaixo listo algumas observações relevantes para que possamos planejar bem e não correr o risco de começar 2012 com dívidas:
  • Presentes de Natal: como (ainda) temos tempo, é possível planejar a compra dos presentes. Comece fazendo uma lista das pessoas que deseja presentear, seus limites financeiros e as opções de compra. Com tranqüilidade já é possível fazer uma pesquisa de preços e melhores ofertas;
  • Atenção às ciladas: evite a contabilidade mental, as compras de última hora e o habitual costume de comprar por impulso;
  • Cuide bem de seu 13º salário: avalie qual a melhor alternativa para ele. Talvez saldar algumas dívidas seja o presente que você esteja merecendo; talvez usar parte do dinheiro extra para investir nas suas merecidas férias do ano que vem também. Seja mais inteligente, mas principalmente coerente com sua realidade financeira;
  • O ano de 2012 chegará logo: cuidado na hora de parcelar as compras nos últimos meses do ano. Lembre-se dos compromissos no início de 2012: IPVA, IPTU, matrícula e material escolar;
  • Sonhos em comum: aproveite para envolver toda a família no planejamento. Falem sobre sonhos e juntos planejem uma ocasião onde todos possam colaborar e desfrutar. Pode ser aquela viagem, a TV nova ou quem sabe mudar de casa. Mas é preciso que essa decisão seja confrontada com seu padrão de vida e necessidades financeiras;
  • Avalie seu ano: faça uma reflexão de como esteve sua saúde financeira em 2011. Pense em quantas vezes usou o cheque especial, em quantas coisas comprou sem necessidade, em quanto conseguiu poupar, em quanto investiu e o que deseja mudar em seu comportamento financeiro. A partir das suas conclusões, trace metas consistentes, aprimore hábitos positivos e evite os mesmo erros;
  • Os presentes das crianças: como falei no ano passado, os presentes de Natal também podem e devem ser negociados com as crianças. Uma alternativa, principalmente para crianças maiores de seis anos, é a lista de desejos, onde elas escrevem o que querem ganhar. Com essa lista, e o bom senso dos pais, é possível escolher as melhores alternativas.
Final de ano é um momento especial para estarmos ao lado de quem amamos e para celebrar a Vida! Comportamento econômico saudável traz tranquilidade durante os outros dias do ano. Cuide do seu dinheiro com atenção e discernimento. A felicidade está nas mãos de cada um de nós!
Para desejar um feliz ano empresto o verso de Carlos Drummond de Andrade: “Para sonhar um ano novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre”.
Você já planejou suas compras?

Bernadette Vilhena

Fonte: http://dinheirama.com/blog/2011/11/06/educacao-financeira-as-compras-de-natal-e-as-festas-de-fim-de-ano/

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Dinheiro: porque precisamos cuidar dele?




Da sede em Alphaville, o americano John Rodgerson pilota as finanças da Azul que, há poucos meses, ultrapassou a marca de 10% de participação de mercado. O sucesso da Azul, que surgiu a partir de um grupo de investidores que acreditaram no projeto de David Neeleman, deve-se, em grande parte, pelo posicionamento da companhia em “colocar o Cliente lá em cima”. Os números comprovam a aceitação de mais de 18 milhões de Clientes: a taxa de ocupação média da Azul é uma das mais altas do mercado, sendo que os vôos partem com cerca de 80% dos assentos ocupados.

Nascido em Connecticut, nos Estados Unidos, irmão de cinco homens e filho de pais humildes, John tem habilidade com números desde pequeno e sabia que isso iria ajudá-lo a conquistar seu objetivo: ser um executivo de finanças que ajuda a traçar as estratégias da empresa.Sua história certamente o ajudou a ter esse cuidado com o dinheiro. E foi com a vida e o trabalho que aprendeu importantes lições sobre planejamento e viabilidade financeira, pontos fundamentais para a sustentabilidade. Alguns de seus principais ensinamentos ele compartilha aqui conosco.

Busque manter uma vida sustentável
Sem dinheiro, não podemos implantar ou manter quaisquer iniciativas, o que inclui os cuidados com o meio ambiente e os aspectos sociais. Muitos estudiosos na área da sustentabilidade são categóricos em afirmar que, para seguir esse caminho, é preciso ser, em primeiro lugar, economicamente viável. Caso contrário, todos os nossos planos de melhoria para uma vida futura e com mais qualidade estarão fadados ao presente.
Assim, para sermos sustentáveis, é fundamental cuidarmos dos nossos recursos financeiros, usando-os de forma consciente e planejada. Essa atenção deve fazer parte do nosso dia a dia e estar presente em cada transação.

Planeje seus gastos
Ele conta que sempre cuidou de seu dinheiro e planejava cuidadosamente como iria gasta-lo, afinal, sabia o quanto era difícil obtê-lo e que precisaria dele para alcançar seu sonho.
Dos 11 aos 18 anos, trabalhou para ajudar a mãe, limpando escritórios e banheiros. Assim, planejar era sua única opção para estudar e ir ao encontro de seu destino.
“Precisamos avaliar e estar conscientes de cada centavo que usamos. Temos que nos questionar sempre se aquele recurso está sendo empregado da melhor forma possível, ou seja, se as relações de investimento/retorno e custo/benefício estão sendo eficientes. Esse questionamento deve permear dos centavos aos milhões. Nada é desprezível”, explica.

Diferencie gasto de investimento
Segundo John, esse é o passo inicial para o uso consciente do dinheiro. “Investir é colocar nosso dinheiro em alguma coisa que vai nos dar retorno. O gasto é quando não há retorno algum, normalmente está associado a caprichos ou vontades”, diz.
Então, não temos o direito de viajar, comprar uma roupa nova ou buscar um imóvel melhor? Nosso especialista em finanças responde: “Claro que temos, mas sem exageros, como tudo na vida. O gasto com isso não deve ser maior do que os recursos usados para o pagamento das contas básicas (água,luz,telefone,gás)e para a poupança”, ensina.


Poupe parte do que ganha
Poupar, aliás, deve ser a primeira coisa que devemos fazer quando recebemos qualquer grana. Isso porque não conseguimos controlar todos os aspectos de nossa vida vida. Assim, poupar é a melhor prevenção para tempos de “vacas magras” ou de situações inesperadas.
“O que acontece com todos nós é que quando recebemos um aumento, aumentamos nossos gastos. Quanto mais ganhamos, mais gastamos. Então, para não ficarmos endividados, a dica é: não deixe o dinheiro na conta. Coloque-o imediatamente em uma poupança ou outro investimento. Além disso, gaste somente metade do que ganhou a mais.”

Pense nas gerações futuras
Questionado sobre o por quê devemos cuidar de nosso dinheiro, John finaliza com algo que exemplifica a sustentabilidade econômica: “precisamos cuidar do nosso dinheiro para podermos crescer e gerar retorno para outros, que irão investir em novos negócios e novas pessoas, como um ciclo”.


Fonte: Revista de Bordo nº15 - Setembro/2012 – Azul Linha Aéreas Brasileiras