terça-feira, 23 de abril de 2013

Banco Central eleva Selic para 7,5% e poupança vai render mais





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Para combater a alta da inflação, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu, nesta quarta-feira (17), subir a taxa básica de juros (Selic) para 7,5% ao ano. A nova taxa registrou um aumento de 0,25%, sendo a primeira vez que os juros sobem desde julho de 2011.
A decisão tomada pelo Copom já era esperada por boa parte dos analistas de mercado e, dessa maneira, há a descontinuação do período de juros na mínima histórica. A baixa dos juros nos últimos meses levou o barateamento do crédito, o que aumentou o consumo das famílias brasileiras.
A taxa de 7,25% era o menor patamar histórico da Selic e estava em vigor desde outubro do ano passado.
A decisão do BC, no entanto, não foi unânime. A divisão ficou entre seis diretores que optaram pela alta de 0,25 ponto percentual e outros dois pela manutenção. O BC divulgou nota após o fim da reunião do Copom justificando a elevação da Selic:
“O Comitê avalia que o nível elevado da inflação e a dispersão de aumentos de preços, entre outros fatores, contribuem para que a inflação mostre resistência e ensejam uma resposta da política monetária. Por outro lado, o Copom pondera que incertezas internas e, principalmente, externas cercam o cenário prospectivo para a inflação e recomendam que a política monetária seja administrada com cautela”
Nas últimas quatro reuniões do Copom, os juros se mantiveram em 7,25%. Anteriormente, a Selic havia registrado uma série de dez reduções seguidas, iniciada em agosto de 2011 quando os juros reduziram em 0,5 ponto percentual. 

Inflação preocupa
Na semana passada, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA acumula alta de 6,59% em 12 meses até março, acima do teto da inflação estabelecida pelo BC para o ano. Os principais “vilões” para a alta da inflação foram os alimentos, diminuindo consideravelmente o poder de compra da população mais pobre.
Com o aumento da taxa Selic, o alvo do BC foi a inflação. A decisão deve induzir a um encarecimento do crédito, o que deve levar as famílias a frearem o consumo. Com menos compras, a tendência é que o preço dos produtos caia. 


Willian Binder 
Graduando em Administração na Uniersidade Federal de Itajubá (UNIFEI) e estagiário do Dinheirama.

CooperNews Novembro/1995

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domingo, 21 de abril de 2013